DIA DE COMBATE À HOMOFOBIA: não há o que comemorar



(Foto: Revista O Lacre/Divulgação)

Em 17 de maio de 1990 a Organização Mundial da Saúde, OMS, retirou a homossexualidade da lista de distúrbios mentais da Classificação Internacional de Doenças, a CID. A data marca uma vitória do movimento LGBT+ na luta contra o preconceito, mas infelizmente não há muito o que celebrar. Passados 28 anos da decisão da OMS, LGBT+ continuam sendo vítimas de preconceitos e violências.

Segundo o Grupo Gay da Bahia, em 2017 foram registrados 445 mortes no Brasil em crimes relacionados à LGBTTIfobia. Os números ficam alarmantes quando comparamos com o registro do ano anterior. Em 2016 a organização não-governamental registrou 343 mortes. Isso representa um aumento de 30% nos casos de homicídios de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. A situação se agrava ainda quando chegamos a conclusão de que esses números são subnotificados, ou seja, nem todos os casos de LGBTcídio são registrados no Brasil.

Em tempos de ascensão do conservadorismo no país, onde ainda há quem acredite na cura gay e com aprovação de planos de educação que excluem discussões de gêneros nas escolas, 17 de maio é apenas um entre todos os dias de resistência frente a esses retrocessos e aos ataques diários à comunidade LGBT+.

Hoje o NJA abre esse espaço para que eu, Armando Júnior, possa falar de mim. É, de mim. Do Leo, da Ana, do João, da Letícia… Abre espaço para falar de todos aqueles que tem, no dia de hoje, mais uma oportunidade de dizer basta!

Não é uma data pra comemorar ou celebrar. Pelo contrário. Trata-se de uma oportunidade de relembrar as 153 vítimas já registradas só nos cinco primeiros meses desse ano. Não nos esqueçamos de Dandara, Marielle, Matheusa e outras tantas vítimas que acabam ficando à mercê das estatísticas.

É dia de dizer que estamos aqui. E vamos à luta! Por mais direitos e mais respeito.

É dia de resistir, mais do que ontem e menos que amanhã.

O NJA compartilha dessa ideia. E você?

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